Marcos.15.33-41

A escuridão que envolve o dia da crucificação é resultante de uma ausência total de Deus, devo compreender que para muitos dos que se cruzam comigo a cada dia está é a sua realidade de vida as trevas são expressas visivelmente e audivelmente, vivem embrenhados em escuridão sem esperança ou ânimo, a solução é Jesus, a morte de Jesus é o sacrifício final e definitivo pelo pecado (Hb.7.27), Jesus assume o papel de sumo sacerdote eterno, e paga o preço perfeito pelo meu pecado, obtendo assim eterna redenção para todo o que n’Ele crer. Quando Jesus morre pela humanidade, Ele derrota as trevas e salva os homens do domínio das mesmas. A cruz confirma a confissão “Tu és o Cristo” (8.29,31), a identidade plena de de Jesus é agora revelada pela crucificação, o Messias-Rei é revelado na morte do servo sofredor. Um estranho reconhece quem Jesus é… as mulheres revelam discipulado autêntico… e eu agradecido porque Deus me tem permitido testemunhar, viver e seguir a Jesus.
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Marcos 15.21-32

A proclamação de um rei pede uma celebração, este é o momento em que Jesus o Rei é crucificado, este é o retrato do sofrimento de um homem integro, este é o escândalo da cruz. Sou hoje relembrado que o evangelho do reino é centrado na cruz, é este o momento em que o meu pecado é pago, o meu sofrimento é colocado sobre os ombros de Jesus, e tudo isto por amor, como posso não ser agradecido? Almejo a cada dia ser relembrado do alto preço que Jesus pagou, a minha vida é preciosa aos seus olhos, por isso com Ele ousarei partilhar este amor que tudo mudou na minha vida. 

Mc.15.1-20

O grito da multidão abafa toda a razão “crucifica-o”, a justiça dá lugar à conveniência e revela a falta de padrões morais. Quantas vezes as circunstâncias ditam as nossas acções? Pilatos que deveria ser juiz justo cede perante a pressão do povo. Sou exposto mais uma vez a este julgamento que deveria ser o meu, o meu pecado e erro foram suportados e pagos por Jesus, o Seu amor por mim é demonstrado desta forma radical. Relembro por isso que o sofrimento que Jesus suportou deve trazer consolo quando expostos a injustiça e morte.

Mc.14.66-72

Inúmeras vezes as nossas convicções e certezas são testadas,  debaixo de pressão a nossa identidade como seguidores de Jesus é posta em causa. A minha coragem em assumir seguir Jesus até à morte é tantas vezes suplantada pelas circunstâncias, falho o teste da fidelidade, quer seja por ignorância, ou negando fazer parte desta comunidade de discípulos ou mesmo negando qualquer relacionamento com Jesus, são muitas as vezes que continuo a pensar como homem e não como discípulo. Aprendo a cada dia que a perseverança e o permanecer é fruto da graça de Deus sobre a minha vida, não por mérito meu, mas com esta certeza de que mesmo com os meus erros e falhas Jesus continua a construir a Sua igreja da qual eu, pecador, faço parte.

Mc.14.53-65

A identidade de Jesus é também a minha identidade, ou seja almejo a cada dia que a minha vida e carácter sejam cada vez mais semelhantes a Jesus, assim caminho para o alvo, almejo Jesus e vivo debaixo vontade soberana de Deus para a minha vida. A minha caminhada não é perfeita reconheço tenho muitas vezes sido como Pedro… “seguindo-o de longe“, quer porque falho ou porque me envergonho de ser identificado com Jesus, trilho uma jornada com Ele e a cada dia desejo permanecer n’Ele, escuta-Lo, almejo que a palavra, a oração, a meditação, o jejum e a comunhão sejam áreas que me permitam crescer e que me identifiquem cada vez mais com Ele, a marca que almejo deixar é Jesus e nada mais. E caso a situação permita, esclarecerei quem Jesus é, o que Ele tem feito por mim e o que pode fazer pelo meu próximo. Afirmarei a minha identificação com Jesus, relembrando que não é por algo que eu tenha feito ou mereça, mas porque Deus me amou. 

Mc.14.43-52

Submissão total e completa à vontade do Pai, recordo quantas vezes a minha rebeldia me leva em direção contrária a uma vida de submissão a Jesus. O Mestre é preso como se de um comum infrator se tratasse, mas mesmo aqui podemos aprender que a Palavra continua a ser a sua forma de interagir com esta multidão em fúria, o contraste demonstra a certeza de Jesus de estar a cumprir a vontade do Pai, e estando nesta condição Jesus se entrega em submissão. Sou hoje desafiado a reconhecer a soberania de Deus na minha vida e rogo por ousadia para em todo o momento não ser rebelde mas que me possa submeter à Sua vontade reconhecendo que eventualmente dor sofrimento ou mesmo morte poderão ser o desfecho.

Mc.14.32-42

A comunhão com Deus é essencial a uma vida de discipulado, Jesus deixou ao longo do Seu ministério ensino sobre disciplinas espirituais que devo seguir, tenho de assumir que a oração é para mim uma área de desafio, sou mais uma vez como Pedro “não conseguiste ficar acordado nem uma hora“, tenho aprendido a valor da oração e a sua importância no meu discipulado diário, sei que em momentos de dificuldade oro mais e busco mais o conselho de Deus, mas preciso de diariamente assumir um tempo de comunhão com Deus de escutar a Sua voz de partilhar e abrir o meu coração permitindo que Deus sonde o meu coração e o corrija, preciso de ficar alerta na minha caminhada e de estar pronto para resistir à tentação, a comunhão e intimidade com Deus são o garante da vitória. Quero a cada momento confiadamente, com firmeza, em reverência e obediência falar com o Abba Pai, na minha fraqueza confiar, porque o Pai Querido cuida de mim. Declaro a minha lealdade incondicional a Deus, contudo não seja o que eu quero ou desejo, mas o que Deus quer de mim, este é o padrão de oração que diariamente quero expressar na minha caminhada com Jesus. Jesus conhece bem a minha fraqueza e debilidade por isso as Suas palavras são para mim hoje de alerta: “Mantenham-se vigilantes e orem, para não serem vencidos nesta tentação. O espírito quer, mas o corpo é fraco.

Mc.14.27-31

Tantas e tantas vezes sou como Pedro impulsivo, e no meio do caminho falho, aprendo algo com o texto de hoje, os planos de Deus são concretizados apesar do meu falhar, a jornada ao lado de Jesus não é fácil, mas é possível de ser trilhada não sozinho mas na Sua companhia. Reconheço que sou mais orientado para tarefas e relacionamentos e por isso a minha semelhança com Pedro, mas tenho aprendido a controlar o “speed” com o espiritual, o equilíbrio está em permanecer em Jesus é n’Ele que a minha confiança deve estar, é também n’Ele que descanso e aguardo instruções, tenho nestas últimas semanas aprendido a parar e permanecer. Investir na vida espiritual é o meu desafio diário.

Mc.14.10-26

A Páscoa é  evento central do cristianismo, o Natal é importante representa o amor de Deus pelos seus enviando o Seu Filho, mas a Páscoa é o culminar de toda a profecia e história. A entrega de Jesus na cruz muda a perspectiva de futuro, mudou a minha e tem mudado a de tantos ao longo de gerações. Jesus dá um novo significado à celebração Pascal, a libertação do jugo opressor dos egípcios é agora aumentado, esta nova Páscoa tem como anfitrião Jesus o partir do pão e o vinho tomam novo significado ainda mais profundo, o sangue derramado simbolizado pelo vinho remete para esta nova aliança onde todos os que crerem em Jesus e mediante a fé serão incorporados nesta nova família. Assim sou relembrado hoje do meu pecado que foi levado em meu lugar por Jesus e sou agradecido pelo Seu amor e cuidado por mim, mesmo reconhecendo que o preço do pecado deveria cair sobre mim, o Seu amor extremo na cruz salvou-me. Por isso ousadamente quero partilhar o que Ele tem feito por mim, oro por encontros e relacionamentos que permitam partilhar este amor e esperança.

Mc.14.1-9

A rejeição é algo a que muitos de nós estamos habituados, Simão “o leproso” tantas vezes colocado à margem, no entanto agora ele desfruta da comunhão com Jesus, graça é a palavra que vem à minha mente, Jesus estendeu o Seu amor para comigo e ainda que que não o mereça, Ele me amou ao ponto de hoje poder desfrutar desta comunhão íntima com Ele. E mesmo assim continuo tantas vezes a não prestar honra e devoção a Jesus, sou ensinado hoje por esta mulher que percebeu quem Jesus era, e que  de uma forma simples o honra. Sou relembrado hoje do discipulado autêntico, “o amar a Deus e amar pessoas”, colocado de uma forma muito clara, ensinando-me que o caminho a trilhar é este, a minha única preocupação deve ser amar Deus e por isso amar pessoas, da mesma forma que a motivação desta mulher não é descrita, desejo que a minha motivação seja a cada dia honrar Jesus e o sacrifício de amor extremo que por mim fez na cruz.