A HAVEN

Lord, take this song and fill it with Your presence. Let it bring a word of hope to weary care-full hearts. Take this song and fill it, Lord. Fill it with Yourself. Lord, take my life and fill it with … Continuar a ler

Citação de vida…

– Quatro acções essenciais para terminarmos bem –
Tempo diário de comunhão consagrada com Deus
Apropriação diária do Evangelho
Compromisso diário com Deus como um sacrifício vivo
Uma crença firme na soberania e no amor de Deus

Do livro “Firmes – Um chamado à perseverança dos santos” – John Pipper & Justin Taylor

Firmes

AFINAL, PARA QUE SERVE A IGREJA?

– Ed René Kivitz

A missão da Igreja ontem e hoje

#1 – Estou convencido de que, se a igreja voltasse à sua tarefa primordial de proclamar o evangelho e de converter pessoas a Cristo, ela teria um impacto muito maior nas necessidades sociais, morais e psicológicas dos homens do que qualquer outra coisa que pudesse fazer.

[Billy Grahan, Berlim, 1966]

#2 – Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliar com Deus.

[John Stott, Pacto de Lausanne Comentado]

#3 – Agora vejo mais claramente que não apenas as consequências da Comissão, mas a Comissão em si precisam ser entendidas no sentido de incluir a responsabilidade tanto social quanto evangelistica, para que não nos tornemos culpados de distorcer as palavras de Jesus.

[John Stott, Lausanne, 1974]

#4 – O mal não está apenas no coração humano, mas também nas estruturas sociais (…) A missão da igreja inclui tanto a proclamação do evangelho quanto sua demonstração. Precisamos, pois, evangelizar, responder a necessidades humanas imediatas e pressionar por transformações sociais.

[Weathon, 1983]

#5 – Não há dicotomia bíblica entre a palavra falada e a palavra que se faz visível na vida do povo de Deus. Os homens olharão ao escutarem, e o que eles virem deve estar em consonância com o que ouvem (…) Há tempos em que nossa comunicação pode dar-se apenas por atitudes e ações, e há outros em que a palavra falada estará só: mas precisamos repudiar como demoníaca a tentativa de meter uma cunha entre a evangelização e a preocupação social.

[René Padilla, crítica a Lausanne]

#6 – A missão histórica de Jesus somente pode ser entendida em conexão com o Reino de Deus. Sua missão aqui e agora é a manifestação do Reino como uma realidade presente em sua própria pessoa e ação, em sua pregação do evangelho e em suas obras de justiça e misericórdia.

[René Padilla. A missão da igreja à luz do Reino de Deus. Em Missão Integral. Londrina: Descoberta, 2005]

#7 – Por meio da Igreja e de suas boas obras o Reino de Deus se torna historicamente visível como uma realidade presente. As boas obras, portanto, não são um mero apêndice da missão, mas uma parte integral da manifestação presente do Reino: elas apontam para o Reino que já veio e para o Reino que está por vir.

[René Padilla. Missão Integral. Londrina: Descoberta, 2005]

#8 – O propósito primeiro das missiones ecclesiae não pode, por consequência, ser simplesmente a implantação de igrejas e a salvação de almas; pelo contrario, ele deverá ser o serviço à missio Dei, representar a Deus no e diante do mundo (…) Em sua missão, a igreja é testemunha da plenitude da promessa do reino de Deus e é partícipe da batalha contínua entre esse reinado e os poderes das trevas e do mal.

[David Bosch. Missão Transformadora. São Leopoldo: Sinodal, 2002]

Church: Why bother?

“Em tempos visitei uma ‘igreja’ que funciona, não tem sede denominacional ou empregados pagos, e atrai milhões de membros dedicados cada semana. É conhecida por “Alcoólicos Anónimos”. Fui lá como convidado de um amigo que tinha acabado de confessar o seu problema com a bebida. “Vem daí”, disse-me ele, “e vais ter um vislumbre do que teria sido a igreja do primeiro século”. À meia-noite de uma 2ª feira entrei numa casa de aparência degradada que, naquele dia, já tinha sido usada para seis sessões deste tipo. O “tempo de partilha” funcionou como vem nos livros sobre pequenos grupos, marcado por escuta compassiva, respostas calorosas, e muitos abraços. O paralelismo com a igreja “primitiva” não é mero acidente histórico. Os fundadores cristãos dos AA insistiram que a dependência de Deus fosse parte obrigatória daquele programa. O meu amigo admite que no caso dele os AA substituíram a igreja, algo que por vezes o incomoda. Pedi-lhe que identificasse uma qualidade de que sente falta na igreja e que os AA de alguma maneira apresentem. Esperava ouvir alguma coisa como amor, aceitação, ou pelo que conheço dele, talvez anti-institucionalismo. Em vez disso ele mencionou suavemente uma outra palavra: dependência. E explicou-me: “É que nenhum de nós pode conseguí-lo sozinho – aliás, não foi por isso que Jesus veio? E, no entanto, a maioria das pessoas na igreja dá ares de uma piedade que se satisfaz a si mesma, de superioridade. Não sinto que eles se apoiem conscientemente em Deus ou uns nos outros. As suas vidas dão a aparência de estar em ordem.”

Philip Yancey, in “Church: Why bother?”

A Inefável Generosidade de Deus

Ninguém deve nem sequer imaginar que a renúncia de Jesus em usar sua ilimitada autoridade (Mt 28.18) e seus extraordinários recursos em favor da liberdade e da vida foi algo suportável e fácil, à vista de sua dupla natureza (humana e divina). Naquele dia sombrio (as trevas cobriram toda a terra do meio dia às três horas da tarde), Jesus deixou-se prender (ele foi amarrado, algemado) e deixou-se matar (ele foi espancado, esbofeteado, açoitado, ferido e crucificado). Jesus não foi anestesiado antes de ser desprezado e rejeitado pelos homens, atingido e afligido por Deus (como representante do homem pecador), traspassado e esmagado por causa de nossas iniqüidades, e finalmente levado para o matadouro e eliminado da terra dos viventes (Is 53). 

Durante os seus trinta e poucos anos de permanência no tempo e na história e na companhia dos homens (Jo 1.14), em nenhum momento Jesus abriu mão de sua divindade nem de sua humanidade. Na madrugada daquela sexta-feira no Getsêmani, Jesus começou a entristecer-se e angustiar-se e desabafou com seus discípulos: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38). Ele chegou a desejar o afastamento do cálice de sofrimento e morte, na famosa oração três vezes feita com o rosto em terra: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero [neste momento], mas sim como tu queres” (Mt 26.39). 

A prisão e a morte de Jesus Cristo não foram encenações teatrais, mas experiências vividas. Os dois infortúnios atingiram aquele corpo gerado pelo Espírito Santo no ventre de uma mulher virgem, que quase foi morto por Herodes ao nascer e que então morreu por sua espontânea vontade. É por isso que os celebrantes da Santa Ceia repetiu sempre: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês” (1Co 11.24). Paulo deixa bem claro que a reconciliação entre Deus e os homens foi feita “por meio da morte do seu próprio corpo humano na cruz” (Cl 1.22, BV). Porque Jesus é “imprendível” e “imatável”, mas deixou-se prender e matar em benefício da nossa plena redenção, “agradeçamos a Deus o presente que ele nos dá [o próprio e único filho], um presente que palavras não podem descrever” (2 Co 9.15, NTLH)! page28image384

Nem Tudo é Sexta-feira – Ed. Ultimato

Páscoa

Os cristãos não podem abrir mão do Jesus sofredor nem do Jesus glorioso. Têm de olhar para o passado e enxergar a cruz e olhar para o futuro e enxergar a coroa. As duas estão sempre juntas; não no tempo, mas na história da salvação.

A Santa Ceia provoca a lembrança do Jesus do primeiro evento (o desfigurado) e do Jesus do segundo evento (o transfigurado). O primeiro nos dá a certeza de que o problema do pecado já está resolvido. O segundo nos dá a esperança da glória transbordante. A cruz abre caminho para a justificação; a coroa, para a glorificação.

Não podemos descartar nem a cruz nem a coroa; nem a desfiguração nem a transfiguração; nem as vestes tintas de sangue nem as vestes brancas como a luz; nem a descida aos infernos nem a subida aos mais altos céus; nem a Paixão nem a Páscoa; nem a humilhação nem a exaltação. Na sexta-feira, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). No domingo, ele é o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5).

– Nem tudo é sexta-feira – Ed. Ultimato


Nem Tudo é Sexta-Feira…

Na sexta-feira, Jesus…
Assume a culpa de tudo
dá a sua vida pelas ovelhas
derrama a sua alma na morte
morre por decisão própria

No domingo, Jesus…
deixa o túmulo vazio
Enxuga as lágrimas de Maria
Surpreende a todos
come com os discípulos

Por causa da sexta-feira e do domingo,
os cristãos não podem abrir mão…

Nem do Cordeiro nem do leão
Nem da morte nem da ressurreição
Nem da Paixão nem da Páscoa
Nem da cruz nem da coroa
Nem do Jesus desfigurado nem do Jesus transfigurado
Nem das vestes tintas de sangue nem das vestes brancas como a luz
Nem da descida aos infernos nem da subida aos mais altos céus.


“Nem tudo é sexta-feira” – Ed. Ultimato